Roberto Parentoni, Advogado criminalista
Em minha opinião, a advocacia criminal no Brasil tem evoluído significativamente, especialmente no campo dos crimes econômicos. Muitos associam esses delitos a casos de grande visibilidade, como a Operação Lava Jato, um marco na história recente da justiça criminal no país. No entanto, acredito que todos os casos — sejam eles de grande repercussão ou não — merecem o mesmo nível de dedicação e atenção.
Os crimes econômicos envolvem delitos complexos, como corrupção, fraude financeira, lavagem de dinheiro e outros crimes que afetam diretamente o sistema financeiro e econômico. Esses casos demandam uma defesa extremamente técnica e estratégica, que vá além da simples análise de provas. Exige um profundo conhecimento em direito penal, direito processual penal, além de um bom entendimento de direito tributário e direito empresarial.
O que aprendi com a Operação Lava Jato é que, em um sistema judicial, a defesa criminal precisa ser mais do que apenas rebatendo acusações; ela deve ser estratégica, focada em proteger os direitos do acusado, respeitando os princípios da ampla defesa e do contraditório, essenciais para garantir um julgamento justo. A operação mostrou que a justiça não deve ser moldada pela visibilidade do caso, mas pela solidez das provas e pela equidade da defesa.
Como advogado criminalista, acredito que todos os casos, independentemente de sua visibilidade midiática, exigem a mesma seriedade e compromisso com a justiça. O cliente, seja ele uma grande figura pública ou uma pessoa sem destaque, merece uma defesa de qualidade e a busca incessante pela verdade. A ética, a competência técnica e o compromisso com a justiça são os pilares de uma boa defesa criminal, e são esses valores que guiam minha atuação profissional, sempre em busca de resultados justos e equilibrados.